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| Pushmo: eShop da Nintendo finalmente tem seu "killer app" |
| Escrito por LucianoBiff | ||
| Qua, 04 de Janeiro de 2012 12:48 | ||
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Pushmo é um puzzle que, como os melhores de sua categoria, parte de uma ideia simples para criar enigmas complexos e desafiadores. Aqui o jogador controla uma criatura rechonchuda chamada Mallo, que deve escalar uma pilha de blocos até o topo, onde um bebê espera ser resgatado. A jogabilidade funciona como puxar gavetas de um armário para servir de escada, porém aqui as gavetas assumem a forma de estruturas variadas, algumas formando desenhos, outras abstratas, que podem inclusive envolver outros blocos em seu miolo. Os quebra-cabeças começam com o básico: puxe o bloco de baixo o máximo que puder, o de cima um pouco menos e o seguinte menos ainda e assim terá feito uma escada para chegar ao topo. Após longos tutoriais e testes muito fáceis (para não afugentar os iniciantes e jogadores casuais), o conceito ganha níveis progressivos de complexidade, envolvendo não apenas blocos complicados como novos elementos, como um botão que puxa um bloco à distância máxima automaticamente e bueiros que funcionam como portais, levando de um ponto a outro da escadaria. O começo de Pushmo é muito fácil, mas da metade em diante os puzzles irão exigir muita experimentação e raciocínio do jogador. Para evitar frustração com os enigmas mais complicados, o jogo oferece o recurso de "rebobinar a fita", voltando a ação ao momento anterior a um possível erro. Também é possível pisar em um botão no cenário para voltar o puzzle ao seu estado inicial, o que é mais prático que um esquema de salvar e carregar o jogo. E se o jogador achar algum puzzle difícil demais, é possível desistir dele e seguir para o próximo, voltando a tentá-lo outra hora. Existem dezenas de cenários para serem resolvidos, o que rende um jogo já muito longo. Porém há um editor de fases, que funciona com a simplicidade de uma ferramenta de desenho 2D, capaz de tornar Pushmo virtualmente infinito. As criações que funcionarem podem ser compartilhadas da forma mais conveniente possível, através de QR Codes gerados pelo jogo e que podem ser escaneados pelo 3DS em qualquer lugar, até pela internet. Apesar da ação se dar em um ambiente limitado, de uma única tela, o visual de Pushmo consegue se sobressair pelos detalhes e bom uso do 3D. Este parece ser um jogo idealizado para a tela do 3DS e o efeito tridimensional nos blocos é um dos mais convincentes dessa plataforma. É incrível também ver o pequeno Mallo, que mais parece um lutador de sumô, exibir seu modelo 3D por entre os blocos, com as sombras incidindo sobre ele. O som é aquele minimalista típico dos jogos da Nintendo, com barulhinhos "fofos" para toda ação (inclusive os passos do personagem) e músicas relaxantes no fundo.
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